Vamos ajudar a Luciana!
Esse portento da cultura que dá pelo nome de Dica da Semana, e que tem feito mais pela literacia neste país do que qualquer plano de leitura, inclui na edição desta semana uma entrevista com Luciana Abreu. Eu não sabia quem era esta fulana. Tal como Materazzi, sou ignorante e tenho pouca instrução. Mas, fiquei a saber que Luciana é Floribella, popular personagem de uma novela homónima e que parece estar a fazer sucesso na Sic. Consta que a criançada gosta e, como se já não lhes bastasse a influência venenosa dos Morangos com Açúcar, eis que surge mais uma lança no ataque à formação das mesmas. Não sei quem é e o que faz Floribella na dita novela. Mas, lendo a entrevista da Luciana, fiquei a saber que o maior sonho da vida dela é adoptar uma chinesinha e um mulatinho. São palavras da rapariga. Será atrasada, simplesmente estúpida ou inconsciente? Neste momento, tudo serve. A ofensiva para a criação de um mundo de mestiços, de zombis sem identidade continua. Se as crianças se revêem, de algum modo, em mais esta criação televisiva serão afectadas por tal mensagem? Por que razão não deseja esta infeliz adoptar uma criança branca, que as há por aí a precisar? Mas, seja. Vamos ajudar a rapariga. Arranje-se-lhe a tal china e o mulato. Coloquem-se os três num botezinho e enviem-se para a Ásia, circum-navegando África. Queremos ser pacientes, mas é complicado quando a traição à raça, a falta de consciência identitária, o desprezo pelos ancestrais atinge tais níveis de alarvidade. Quem não respeita os ancestrais não tem lugar numa sociedade com memória. A que há-de voltar a respirar.

2 Comments:
Muito bem escrito!
Subscrevo completamente!
Saudacoes
A verdade é que vivemos numa sociedade de aparências, em que é preciso adquirir cedo o passaporte social e nada melhor para isso que passar um certificado de anti-racismo, dizendo publicamente numa revistazeca que quer adoptar um negrinho ou chinesinho.
É uma tristeza este sentimento etnomasoquista que grassa entre a nossa população, cada vez mais vítima voluntária do desenraizamento e da perda de referentes identitários. Uma tristeza...
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